Publicado por: astromundoacs | novembro 9, 2013

Charles Chaplin: 124 Anos do Genial Vagabundo

Charles Chaplin: 124 Anos do Genial Vagabundo

                                                                                                                                                                                         Antônio Carlos Scavone

CARLITO


Charles Chaplin era um ariano típico. Na sua forma de atuar na profissão. No pioneirismo em sua arte, no es­tilo personalíssimo. E na identificação com a sua ima­gem profissional. Mas com um forte lado astrológico fixo que o ajudava a construir de forma estrutural, sua carreira. E com uma posição de sol numa área onde era obrigado a colocar a mão nas suas obras, e a trabalhar tanto ou mais do que seus auxiliares e funcionários. Algo de sua natureza, muito além da sua fama de “pão duro” e do medo de empobrecer.Tal posição tornou-o capaz de ser mais enxuto nos meios e de escolher os efeitos para que toda a raça humana o compreendesse. Sua popularidade tornou-se inigualável. É apreciado pelas classes mais pobres e populações mais primiti­vas e também pelo público mais seleto e os mais re­quintados intelectuais, algo raro. Charles Chaplin nasceu no dia 16 de abril de 1889, num bairro pobre de Lon­dres, sob o signo de Áries.  Educado pela mãe, uma dançarina talentosa na pantomina, não conheceu o pai, ator e alcoólatra. O ambiente artís­tico, desde cedo, levou-o a trabalhar em pequenos papéis. Desen­volveu assim um grande senso humano e uma simpatia incontida pelos fracos e opri­midos. O signo da base do seu Mapa Astral indicava: sua família era a própria Humanidade.

Casamentos.  A força do quadrante dos relacionamentos e a presença da Lua no foco da relação, levaram-no a buscar a seguran­ça na família.  Os casamentos trouxeram amargura, perda de energia e de dinheiro. Nunca desistiu. Em 1933 foi viver, sem casar, com a atriz Paulette Goddard. Aos 54 anos casou-se com O’Ona, de 17 anos. E encontrou, com ela, a plenitude da expansão, prometida no tempo, pela área do amor de seu Mapa. Deu-lhe oito fi­lhos e permaneceu ao seu lado até à morte.

Carreira Artística. Aos vinte anos, sob a ati­vação do planeta da expansão, na área profissional, Chaplin entrou na tradicional Companhia Kamo.  Aprendeu a dança e as artes circenses. A graça perfeita de movi­mentos. Assimilou as con­venções de uma arte muda. O planeta da construção fortalecia os ali­cerces de seu futuro, na arte, em sua área de realização e enfrentamento dos limites.  Nos Esta­dos Unidos, foi contratado pela Keystone, para tomar-se palhaço, pondo por terra seu sonho de tomar-se galã. Após alguma vacilação, bem ce­do fixou seu tipo: chapéu de coco, bigodinho, sapatos muito grandes, andar de­sengonçado, bengalinha de junco flexível, calças gran­des demais, so­brecasaca apertada, colete fantasia esfarrapado. Em um ano, Chaplin filmou trinta e cinco fi­tas de um ou dois rolos. Assimilou muito da “Commedia Dell`Arte”.  De artista de cir­co, foi crescendo como pa­lhaço de filmes, com o planeta da consolidação ativando o da linguagem. Filmes encantadores pela improvi­sação, liberdade, alegria e juventude, soprada pelo planeta da rebeldia e da descoberta espontânea. Ator ilustre, aos 26 anos, era uma mina de ouro para sua companhia. Sua imagem pública firmava-se e o retorno financeiro apa­recia. O planeta da liberdade criativa fechava seu ciclo na área da comunicação. Quebrava as últimas resistências às mudanças de linguagem. Sua fama já superava a de Griffith. Mais maduro, seus filmes seguintes, para a Essanay, tinham um tom mais humano e uma sátira social mais for­te.  A partir de “Easy Street”, o filme mais famoso da série produzida para o contrato da Mutual (1916), a personagem de Carlito toma-se bem defini­da: é fraca, mas tem sorte e astúcia. Os seus êxitos tomam-se simpatias, pelo pequeno porte e aspecto frágil.  Carlito é bom, terno, caridoso, mas não exclui o oposto. Às ve­zes, covarde e cruel. Fazendo jus ao signo regente de sua atuação pública, não ad­mira que seu principal re­curso cômico seja a digni­dade.  Um vagabundo que quer ser cavalheiro, o que não exclui a nobre reivindi­cação da dignidade huma­na, ridicularizando os pode­rosos e os valentões.  Em 1917, com o planeta da expansão, iniciando um novo ciclo em seu Hemisfério Público, assina um con­trato de um milhão de dóla­res com o “First Natio­nal”, circuito majoritário, do cinema americano. Tendo o signo da Fênix no seu Ascendente, soube fazer uma sátira impiedosa à Primeira Guerra, em “Shoulder Arms” a qual anarquiza através do absurdo.  Produz então obras curtas, mas da pureza e perfeição do diamante. O planeta da liberdade criativa, na base do seu Mapa Astral abria todos os portais para a criatividade e auxiliava o planeta da consolidação para que ele ocupasse de maneira definitiva o seu verdadeiro lugar no mundo. Ao entrar nos anos 30, sem entender e, pratica­mente, sem aceitar, o cine­ma falado, fez dois dos seus maiores filmes mudos “Tempos Modernos” (1936) e “O Gran­de Ditador” (1940). Carlito morreu antes que Chaplin encerrasse a sua obra, com “A Condessa de Hong Kong” (1966). Rebelde, não se dobrava ao poder. Perseguido, foi proibido até de pisar em solo americano. Exilou-se voluntariamente por 20 anos. Em 1972, voltou para receber um Oscar especial. Quando morreu em 1977 aos 88 anos, era um mito consagrado no mundo inteiro.  Materializava tudo o que o seu tipo Lua Cheia ansiava: interagir com muitas pessoas. Talvez jamais tenha imaginado que fosse com tantas!

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