Publicado por: astromundoacs | janeiro 5, 2014

CAPRICÓRNIO E A ECOLOGIA

CAPRICÓRNIO E A ECOLOGIA

Matas ecologia

                                                                                                                                                         

 Antônio Carlos Scavone

Desde a grande conjunção em Capricórnio (1998) reforçada pela entrada de Plutão neste signo (2008) temos motivos, ainda mais fortes, para refletir sobre a questão da preservação da natureza. A Ecologia ganhou mais força ainda na entrada do terceiro milênio. Capricórnio, sendo o terceiro signo de terra, traz, naturalmente consigo essa questão. E ainda simboliza o processo e o ciclo completo da agricultura. Daí a sua gravidade, peso, e a regência do processo alquímico da coagulação. É uma terra inte­rior, que consegue ver tudo sem o véu da ilusão e sem­pre com extrema lucidez.  Sempre supõe a chegada na me­ta, a realização final e a estrutura toda que tornou possível essa chegada.

PLANETA TERRA. Ao falarmos em tempo, esta noção adquire um grande significado em relação ao planeta onde vivemos.  A idade da Terra é de quatro bilhões de anos e as modificações que nela acontecem levam cer­ca de duzentos milhões de anos, dai a grande impres­são de estabilidade que nos passa. Aparentemente, pa­rece não mudar. E fenômenos como terremotos, explosões vulcânicas, catástrofes climáticas, quando desmentem tal con­ceito surpreendem e assus­tam. Através da noite dos tempos ela vai se reciclando sem parar. Mas o papel do homem, habitante novo neste planeta, tem se destacado nos últimos milênios. Sua presença tem sido desas­trosa. Seja na exploração dos recursos, seja na ocu­pação desor­denada e predatória do solo. E também na sua atitude sistemática de agente poluidor. O homem gera modificações oriundas da sua ambição econômica e não das necessidades intrínse­cas do planeta. Essa insensibilidade, para a convivência harmoniosa com a natureza, induz a uma dificuldade de harmonizar-se com o macrocosmos. A natureza reflete o cosmos maior. Assim, através dela, podemos com­preender todos os proces­sos cíclicos da vida e sentir a força da ordem maior (o macrocosmos) em nosso cotidiano. Ela é a grande mestra do aprendizado do saber cós­mico e pelo modo ritualístico que lhe foi dispensado na Histó­ria Humana, essa visão é inata, desde os seres mais primitivos e em suas pequenas tribos e comuni­dades.

Mas, com a sofis­ticação tecnológica, a rela­ção homem-natureza tornou-se orientada pela questão do poder. Sob a desculpa de ocupar a terra, dominar o meio ambiente, o homem agiu no sentido de sua degradação, destruindo, poluindo, jogando para um futuro incerto a possibili­dade de equilíbrio, como se ela sozinha, resolvesse um dia toda a problemática. Tal postura se ca­racteriza por uma tenden­ciosa omissão. É uma forma de fugir às responsabilidades, quanto à preservação do planeta.

Esse momento histórico da hu­manidade, na sua intera­ção com a Natureza,  assemelha-se ao Renasci­mento e às grandes desco­bertas marítimas. Velhos sistemas pos­tos em xeque, outros, preci­sando surgir, o que gera ansiedade no cora­ção humano. O homem sente-se, tal uma criança, perante o oceano infinito e desconhecido. Há uma série de decisões importantes a serem tomadas, na questão ecológica. Uma delas é como administrar os recursos naturais disponíveis, da me­lhor forma, sem violentar a natureza. Cada vez mais, na Era de Aquário, a tecnologia será levada a extremos e a pos­sibilidade de desequilibrar ainda mais o relaciona­mento humano com a natu­reza será enorme. Ora, a Era seguinte será a de Ca­pricórnio (muito distante, para nós, cerca de dois milênios e meio, mas não para a Terra) e se falharmos na administração desses recursos, tamanha será a destrui­ção. Só que aí não haverá mais florestas e águas pu­ras. Estaremos num plane­ta árido e estéril e o antigo desejo de fugir da cidade pode se transformar na angústia de fugir do planeta

REESTRUTURAÇAO DE DEVERES. Nossa responsabilidade é grande. Não será uma de­cisão para nossos contemporâneos e sim para as ge­rações vindouras e mais ainda, para toda a Humani­dade. Cada planeta da grande conjunção nos manda um recado: Urano sugere uma visão totalmente nova para encarar essa questão e o uso da tecnologia a favor da mesma. Netuno mostra que nossas utopias, quanto a Ecologia, podem ser postas em prática.  É hora de concretizar ideais que, durante muitos séculos, foram considerados sonhos impossíveis. O próprio Saturno fala da necessidade de reestruturarmos nossos deveres e nossos hábitos e atitudes perante a velha Mãe Natureza. Enxergá-la com novos olhos e saber extrair dessa nova visão toda a beleza do equilíbrio entre a técnica mais avançada e a natureza mais primitiva. A urgência desta solução é imensa. Cobra-nos consciência e determinação. Eis uma grande oportunidade para podermos estruturar um mundo melhor. Não vamos desperdiçá-la.

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