Publicado por: astromundoacs | novembro 17, 2013

O QUE É KARMA? AS REVELAÇÕES DE EDGAR CAYCE

O QUE É KARMA? AS REVELAÇÕES DE EDGAR CAYCE

           Edgar Cayce                                                                                                                                                                             

ANTONIO CARLOS SCAVONE

Muito se tem falado de Karma no Ocidente e muito se tem escrito. Idéias distorcidas sobre o assunto têm sido apresentadas. O medo da morte, a divulga­cão simplifica­da do tema, a tendência epicurista do Ocidente e o choque de dogmas religiosos que o assunto suscita, confundem. A ideia mais forte é o conceito de Karma como castigo. Um terrível castigo enviado do Olimpo, com o qual só nos cabe conformar. Assim, nos afastamos do maior significado dessa lei, que é o crescimento, a transformação e a evolu­ção da alma. A dinâmica do Universo acaba sendo esquecida.

Uma das visões mais modernas e marcantes sobre o Karma é a de Edgar Cayce, um dos maiores sensitivos do séc.XX. Cayce viveu nos Esta­dos Unidos de 1877 a 1945, desenvolveu inten­sa atividade psíquica, através de leituras de vidas an­teriores (readings) das pessoas, para descobrir as causas pro­fundas dos sofrimentos delas, ajudá-las no processo de cura. Há registro de 14 mil readings nos ar­quivos da Fundação Cayce, com curas comprovadas, através de métodos variados. Assim, suas idéias não são fruto de um sistema abstrato, mas uma constatação direta de sua experiência.

Cayce passou a acreditar em reencarnação, somente após a metade de sua vida. Suas consul­tas anteriores não conside­ravam o dado kármico. O requisito básico para que a Lei do Karma possa ser aceita, parte do princípio de que aquilo que se experi­mentou numa vida, passa a fazer parte da personalida­de, e é transportada de uma existência à outra, refletindo-se em nossas futuras ações. Cayce, ao contrário da voz corrente, constatou que a logica do Karma, como Lei de Retri­buição expressa-se multiplamente, tem sutilezas e complexi­dades nem sempre tão perceptíveis. Tal é o Karma da saúde física. Ora expressa-se simbolica­mente, pela projeção de uma doença no corpo ou num órgão específico dele; para expiar um erro. Porém não se credite to­das as doenças, todas as deformidades físicas, ao Karma.  Cayce tratou de vários ca­sos onde as causas eram acidentais. Dizia que, no Universo, os acidentes acontecem. Mas também os reconhecia como uma oportunidade de crescimento espiritual. As causas Kármicas, além de físicas poderão ser emocionais, mentais, ou éticas. Interpretar o Karma,  fatalísticamente, como uma força cega e inexorá­vel, e apenas lógica, é um erro. É uma lei preci­sa, que objetiva dar con­dições a alma, para se realinhar com a verdade cósmica. De difícil entendimento, é a ca­racterística e a ação psico­lógica dessa lei. Ex­pressa-se muito mais psicologicamente do que de forma física.  É o caso de um ex-governante que fez jorrar muito sangue em sua ges­tão. Cinco vidas após, nas­ceu com uma anemia pro­funda, como se o seu pró­prio corpo fosse o campo do massacre, para que ele ex­perimentasse a carência infligida aos outros. Uma pessoa que tenha ex­perimentado uma vida de poder e riqueza, e abusado disso, poderá renascer tão rica e poderosa, mas experimentar situações onde esse poder será inútil, para resolver até problemas humanos simples.

O momento histó­rico é outra questão importante. Cayce revelou que existe um Karma em sus­pensão, ou seja, a entidade espera a circunstância histórica apropriada, às vezes séculos, para resgatar um er­ro. Ninguém enfren­tará uma provação Kármica, sem estar­ psiquicamente pre­parado, e sem possuir­ uma fortaleza interior proporcional.

Assim ocorre, inclusive, com as gerações, grupos de en­tidades preparadas para enfrentar uma determina­da situação histórica. Cay­ce revelou que, em nossa civilização, havia muitos atlantes en­carnados, pois nossas condições históricas e o avanço tecnológico são muito similares ao da Civi­lização Atlântida. O Kar­ma dos atlantes referia-se ao mau uso das energias psíquicas, solar e atômica, e da alta tecnologia. Daí o im­portante papel dela, hoje, no amanhecer da Era de Aquário, e o teste dos seus membros a não repetirem o mesmo erro.

Cayce abordou também o problema ético. Se alguém exercita, dentro de uma sociedade, uma função institucional, tal um executor de mortes, como ficaria a questão kármica?  Ele nos revela que não é o ato, mas o motivo, que de­termina o Karma. Se as práticas de uma sociedade forem condenáveis, elas geram uma culpa social e os membros da sociedade são passivamente culpa­dos, não ativamente.

A culpa se toma progressivamente maior, caso estiverem conscientes do significado moral do costume e continuarem a praticá-lo, e se estiverem ativamente engajados na perpetração do erro. Se houver um consentimen­to interior, agindo com uma crueldade interna cor­respondente, sem o des­prendimento impessoal da ação, então estarão ge­rando um Karma fu­turo.

Cayce revela muitos exemplos sobre as consequências do erro no reino moral, em vidas posteriores. In­tolerância, expressando-se como distúrbio glandular; o do excesso de critica, vindo como uma inadequação pessoal; do mau uso dos poderes psíquicos, através da epilepsia. Mesmo um sentimento comum feito o orgulho, quando expresso em zombaria e desprezo, via a palavra ou o sadismo, pode gerar um Karma até surpreendente em termos corporais, pois equivale a um ato físico de agressão. Cayce ci­ta exemplos de seve­ros problemas físicos, in­clusive, excesso de peso e paralisia, re­sultantes da mesma aflição física sofrida pelo zomba­do. Assim, precisamos en­tender o Karma como uma lei de ação e reação, com­preendendo que a reação ou retribuição surge no mesmo campo para o qual a ação foi dirigida.

Consi­derando como três esses campos, temos o próprio corpo, o meio ambiente natural (todos os aspectos físicos ao redor); o meio ambiente social (todas as pes­soas com as quais nos rela­cionamos). Assim, uma ação dirigida contra o próprio corpo, meu ou de ou­trem, gera uma reação físi­ca ou simbólica no corpo, numa outra vida, na forma de algum dano físico. Se numa vida anterior agredi­mos nosso meio ambiente, receberemos uma resposta a essa agressão, vinda da natureza. Por exemplo, um devastador de florestas, numa vida, em outra pode­rá nascer em um lugar ári­do e deserto, para experi­mentar a consequência tra­zida pela devastação. Tam­bém um prejuízo causado a sociedade, pode ter, como reação, uma posterior difi­culdade do indivíduo na sua ascensão dentro de uma sociedade.

Desse modo, todas as nossas ações são o início de um processo circular que cedo ou tarde refletirá em nós mesmos, daí a grande responsabilidade que te­mos sobre elas. Cayce coloca como fundamental a mu­dança de consciência e ca­ráter, inclusive para a mu­dança da condição Kármi­ca física. A meta do Karma é a educação moral.

A grande lição que Cay­ce nos legou, foi a de não ter nunca promovido uma atitude passiva para a con­dição kármica, mas de ter encorajado sempre uma atitude vital e dinâmica, ao contrário de tantas crenças espalhadas sobre esse as­sunto. Afinal, é apenas por meio do pensamento e ação que tal condição será efeti­vamente transformada.

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Responses

  1. Oi Scavone , e Joana , estou a tua procura , preciso do seu endereço e numero de tel
    trabalhei na clinica do Ricardo Calmont, fiz meu mapa com você a séculos, preciso de um contato seu

    • Oi Joana, como vai vc. Vou te enviar um e-mail passando os dados. Mas o meu e-mail mais usado agora é scavoneac@uol.com.br


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