Publicado por: astromundoacs | novembro 6, 2013

MORTE E RENASCIMENTO

                                                    MORTE E RENASCIMENTO

                                     Nuremberg_chronicles_f_104r_2                                                                                                 

                                                              ANTONIO CARLOS SCAVONE

 “Nascer e morrer não são princípios nem fins, são apenas etapas evolutivas na base do eterno ser. São como ondas que se erguem e recaem no seio do mar”. Lao-Tsé no “Tao te King”.

Acompanhando o cami­nho do crescimento huma­no (através dos doze sig­nos) chegamos agora no 8°estágio: o signo de Escorpião. Nesse signo entra­mos na oitava área. Ela representa o reino da transmutação, a ener­gia liberada na troca inter­pessoal, o confronto de va­lores. Escorpião pertence ao ele­mento água, e forma com Touro (seu oposto comple­mentar) o eixo da matéria e de sua transformação. Sendo desse elemento, tem conexão direta com o lado emocional da vida. Mas é de águas profundas, o que explica sua sensibilidade. Capaz de nuances e matizes, inacessíveis a maioria dos humanos. Por isso, é afetado pelas correntes emocionais inter­nas, tanto suas como as do outro, e dos que o cercam. E também as do meio ambiente em que se encontra.

Há nesse signo excessiva suscetibilidade aos sentimen­tos dos outros. E, também, a capacidade de compai­xão, de respeito ao sofri­mento e à dor alheia. Po­rém, pouca é a sua tolerância com as fraquezas e a autocomplacência. O signo de Escorpião e a oitava casa são regidos pe­lo planeta Plutão, descoberto em 21 de janei­ro de 1930, período de grande depressão econômi­ca e do advento da Psicaná­lise. Embora o planeta não fosse conhecido pelos povos antigos, seu principio transformador e regenera­tivo era utilizado pelos al­quimistas desde os tempos mais remotos.

Na mitologia, Plutão (em grego,Hades) é o Senhor da Morte e do reino dos ínferos (os subterrâneos, tudo aquilo que está abaixo da superfície da Terra). Seu nome significa riqueza, porque é repleto de méritos ocultos. As águas do Rio Estige, que dividem o mundo externo do subterrâneo, são venenosas e densas, mas podem conferir a imortalidade. Em nível psi­cológico, Hades, o senhor da morte, simboliza a fina­lização de um ciclo de vida, e não a morte física, como se costuma pensar. In­dica que algo terminou, e se essa experiência será dolorosa, ou não, depende da capacidade individual de aceitar e reconhecer a necessidade de mudança. Quando Plutão, passou pela primeira vez no seu próprio signo, após a sua descoberta, de julho de 1984 a novembro de 1995, nos confrontou, com a necessida­de de começar a transfor­mação, dentro de nós mes­mos, antes de podermos mudar o mundo. Muitos nascidos neste pe­ríodo têm grandes habili­dades psíquicas, e facili­dade para pesquisas e cu­ras paranormais que foram in­tensificadas. Sendo o regente do mundo subter­râneo, quando passou por seu signo, tendeu a resolver as estruturas a partir de seus interiores, daí os terremo­tos, a ativação dos vulcões e os abalos nas estruturas do poder. Afinal, ele traz à luz aquilo que está oculto para que seja revisto, re­feito e transformado.

Isso não exclui a violência a que assistimos cotidianamente, na vida e no noticiário, oriundas do submundo, que é regido por Plutão, tal como as guerras do narcotrá­fico, os sequestros, os roubos, assaltos e latrocínios, cada vez mais violentos. Este planeta rege o lado mais cruel e ar­caico da humanidade. E o descaramento dos corruptos da elite social, sejam empresários, políticos, autoridades, travestidos de homens de bem, cada vez mais à vontade na Mídia, enganando e mentindo, em qualquer quadrante da Terra. É preciso entender que o brotar da crueldade faz parte de um estágio de purificação, visando uma ascensão espiritual planetária. Por isso, ao contemplarmos essa realidade, não devemos imaginá-la como a única e verdadeira. Na verdade, está a serviço da nossa transformação maior em termos coletivos.

Quando experimentamos a energia de Plutão, que acontece no nível mais pro­fundo da alma humana,e dela podemos renascer, co­mo a Fênix de suas próprias cinzas, para alçar um novo e mais pleno vôo, estamos vivendo uma experiência de morte e renascimento.

É o que se chama uma experiência plutônica, tema de um outro post.

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