Publicado por: astromundoacs | setembro 26, 2013

LIBRA: ENTRE O IDEAL E A REALIDADE

LIBRA: ENTRE O IDEAL E A REALIDADE

                                                                                                                                                                                                       Antônio Carlos Scavone

O signo de Libra chega com a primavera. Explode nas cores, na alegria da natureza inteira e de todos os seres vivos. A vibra­ção de Vênus, deusa do amor e do belo, alcança o seu ponto má­ximo. O ar, o seu elemento, es­palha ao nosso redor o perfume das flores e a luz apresenta uma intensidade difícil de discernir. Sendo o planeta da beleza, Vênus, além de  reger as artes, representa nossa capacida­de de apreciar o amor e o pra­zer. E, não há maior razão de viver do que o amor, que encontra na harmonia, na cooperação e no equilíbrio, entre o homem e seu meio ambiente, a sua pura essência.

SIGNO DO AMOR. Quem duvida que Libra é o signo do amor? Mas quer expressá-lo em estilo apropriado: um ritual romântico completo, nos gestos, nas palavras, no perfu­me, nas flores e nas canções certas para o momento. Exige alta perfeição. Ideal demais, até ingênua. Precisa sempre obedecer a uma cerimônia. Em cada ato, um significa­do. Pois faz parte de um grande ri­to: sua própria vida. Sua crença em justiça e igual­dade é apaixonada. Não encontrando essas qualidades no cotidiano, se sen­te infeliz. Busca esse ideal em tu­do e em todos, nesse mundo imperfeito. Acredita que a igualdade funcionará na sua re­lação, até mesmo nos mínimos detalhes, pois o dar e o receber já são harmônicos. Sofre muita desilusão, mas não desis­te. O ambiente perfeito, a com­panhia perfeita, a carreira per­feita podem ser de outro planeta, mas serão sempre perseguidas. Libra coli­de, enfim, com a injustiça qua­se que diariamente.

O seu uni­verso é ordeiro, equilibrado, ní­tido e geométrico, mas supõe uma certa cegueira daquilo que acontece sob a superfície das coisas. Seu modelo de bele­za acredita na justiça dos deu­ses. Crê que o mundo da for­ma é um reflexo imperfeito do mundo das idéias.  O libriano procura a bondade, a verdade e a beleza, como conceitos puros. Quer encontrá-los, nos objetos e nas pessoas. Daí um eterno esforço para mu­dar a realidade, torná-la mais agradável, visando a expressão de tais conceitos.

Relação: palavra-chave de Vênus. Relacionar é a arte de comparar, diferenciar, de tornar equilibrados e simétricos padrões diferentes, ainda que incom­patíveis e mutuamente exclusi­vos, sem envol­ver necessariamente emoção. Por isso, Libra precisa de um companheiro para sentir-se realmente confiante quanto ao objetivo que quer atingir. Sempre conscien­te do ponto de vista do outro, não quer se mostrar agressiva no seu encontro com os outros. Preocupa-se com o outro, pensa na primeira pes­soa do plural. Incentiva o outro a expressar suas opiniões e de­sejos mesmo que dife­rentes dos seus. Concorda para não desagradar, não conflitar, mas sabe tomar sua iniciativa de forma mais suave e polida do que Áries. Vênus rege todos os tipos de associações, feitas entre as pessoas, principalmente o casa­mento, com seus rituais. A grande tarefa do libriano e o seu maior desafio, é com­preender que o amor e as rela­ções devem ser vividos a nível do coração, da carne e da terra, e nisto reside sua beleza, e não apenas no mundo ideal e intelectual, porque tende a valori­zar muito mais a teoria do que a prática, a troca de idéias do que os gestos simples de afeto, que tanto precisam. Mas por idealizar a forma da ex­pressão afetiva, dificultam a sua caminhada terrena.  Somente o tempo pode lhes dar a real di­mensão desse fator, tão arraigado em seu coração, que é quase impossível percebê-lo com clareza.

ARTE DO EQUILÍBRIO. Sua maior difi­culdade vem do verbo que pro­curam conjugar em todos os tempos e modos: equilibrar. O sobe e desce da balança lhes é uma angustiosa vivência. Só quando os pratos estabelecem a harmonia entre os pesos, sosse­gam. Deixam de oscilar e parecem-se entregar pela meta­de, no que fazem. Ou evitam o excesso que os ataca em cheio. Às vezes, parecem duas pessoas. Uma muito tranqüila; outra, agitada. Sabem encontrar o ponto de re­pouso entre estes dois extremos. Podem explodir de energia, após uma intensa inércia. Assim expressam suas emoções. Passam de uma para a outra. Vão da depressão pro­funda a uma grande alegria. E as encaram filosoficamente. Paz e harmonia são a sua panacéia universal, isto é, o remédio para todos os seus males. Com elas, curam as piores doenças. Isto não parece para­doxal e estranho para o chama­do signo do equilíbrio? Libra é um dos mais complexos signos do zodíaco. Precisa dos paradoxos, para encontrar o equilíbrio en­tre eles, que será o caminho do meio, em sua vida. Aca­ba sempre se encontrando entre dois pólos extremos. Primeiro experi­menta um lado, de­pois o outro, buscando o equilí­brio perfeito. Talvez, porque consiga ver um lado secreto na vida que os outros não vêem: que é possível ser mais do que somos, que é possível ser me­lhor, ser bom, ser mais belo e mais verdadeiro.

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