Publicado por: astromundoacs | maio 11, 2013

ÁRIES: UM HERÓI FORA-DA-LEI

ÁRIES: UM HERÓI FORA-DA-LEI

                                                                              Antônio Carlos Scavone

A compreensão dos mitos pode nos ajudar muito, para entendermos os símbolos astrológicos de uma forma mais ampla e mais viva. Afinal, eles não são estáticos, atravessaram o tempo, permanecendo atuais e irrevogáveis. Por is­so, pode-se falar sobre ca­da signo como se fosse par­te de uma grande história — a da humanidade, contada através de seus mitos. Em­bora esteja repleta de episódios e heróis arianos e as lendas medievais te­nham vários exemplos (Lancelot e os outros Cavaleiros da Távola Redonda) pode-se sintetizar a mitologia de Áries, em dois mitos básicos. Um deles, vem da Antiga Grécia e o outro das florestas de Sherwood — Robin Hood, um per­sonagem tipicamente aria­no. Um verdadeiro herói fora-da-lei. Aliás, todo Áries tende a se colocar fora do sistema, porque luta pelas mudanças e pelo progresso. E, Robin Hood, autoeleito defensor dos fracos e oprimi­dos, é inimigo número um da autoridade corrupta, repre­senta muito bem esta ten­dência ariana.

O segundo aspecto, desta história é que Robin Hood  está sempre cercado de mui­tos homens valentes e ale­gres, e todos o apoiam. Sen­do um signo de fogo, Áries está sempre determinado a se divertir em tudo o que faz. A vida deve ser bem vivida, especialmente se for peri­gosa. Quanto mais desafio, maior o prazer de viver. O entusiasmo e a alegria, nunca poderão ser perdidos, princi­palmente diante das gran­des batalhas.

O cenário da lenda de Robin Hood tem, também, muitas características aria­nas. Tem um “rei bom”, Ri­cardo Coração de Leão, que está longe, nas  Cruza­das, lutando para reconquis­tar a Cidade Sagrada e um “rei mau”, Rei João, que usurpou o trono. E ainda o povo oprimido e os ricos opressores e uma figura sinistra, na forma do eterno arquétipo, o xerife de Nottingham, re­presentando a autoridade sem sentido, a lei sem tolerância e a estrutura de classes, sem direitos. Todas essas figuras pertencem ao mundo de Áries, inclusive a donzela Marian se encaixa no “sonho” ariano: ela es­tá sempre precisando ser salva de alguma coisa. No final da história, o rei Ricardo retorna – e aqui temos mais um episódio ariano – e descobre-se que ele não era um rei tão bom assim, mas isto, para Áries, não importa tanto; o que vale é não perder o prazer de lutar e de viver como faz Robim Hood, o eterno lutador das florestas de Sherwood.

O outro mito associado ao Áries é a história de Jasão e os Argonautas em Busca do Tosão de Ouro (claro que seria a lã dourada de um carneiro – símbolo do Aries). Jasão, como bom ariano, ouviu falar do Tosão de Ouro e ficou fascinado, para encontrar o impossivel. Então, com seu bando de homens valentes e ale­gres – os argonautas – parte, enfrentando mil perigos, chega à Colquida e resgata o Velo de Ouro. Porém, este mito não tem um final feliz. Ele mostra, de certa forma, os perigos que o Aries enfrenta no seu caminho para a realização. Jasão é um ti­po ariano que fracassou, enquanto Robin Hood deu certo. Para resgatar o Tosão de Ouro (cuidadosamente guardado por um dragão) Jasão é ajudado por Medéia, filha do rei da Cólquida, que trai e abandona a famí­lia, porque se apaixona per­didamente por Jasão e re­solve acompanhá-lo a qual­quer preço. E tudo corre bem entre eles até a sua volta. Jasão passa a usar a lã dourada na cabeça e a se comportar como uma “ove­lha estúpida” e não mais como um carneiro “forte e dourado”. Tenta descartar Medéia (e seus filhos) por uma donzela mais jovem. Este é um dos problemas do Áries: uma vez atingido seu objetivo, ele esquece a ajuda que recebeu no cami­nho, ou se cansa e parte pa­ra outra. Mas Medéia não suportou esse tipo de tratamento, ao invés de sair do caminho e dar passagem à outra, ela envenenou a rival, matou os filhos de Jasão e fugiu nu­ma carruagem puxada por dragões alados. A sorte de Jasão mudou dai em diante. Num certo sentido, ele subestimou Medéia e não soube valorizar o poder fe­minino. E muitos arianos agem assim, como se o mundo fosse povoado por heróis fortes e invencíveis, que não precisam da força das mulheres. Então, Jasão teve um triste fim. Não por­que falhasse na captura do Tosão, mas por não saber considerar nada além de seu próprio desejo, ou valo­res, acabou recebendo uma vingança terrível em troca de seu egoísmo.

Estes dois mitos tocam nas motivações e necessidades profundas da nature­za ariana: a necessidade de um objetivo – sem o qual a vida para Áries não tem sen­tido e a necessidade do desafio a ser vencido.

O fogo é o arauto das no­vas ideias e das mudanças, do impulso e da energia vi­tal. Sem sua força e iniciati­va na arrancada da grande corrida, não conseguiríamos chegar ao final para nova­mente recomeçar (mais for­tes) a jornada que repeti­mos todos os dias. Porém, o Áries precisa aprender a repartir, a considerar o outro e a dividir tanto as alegrias, quanto as dificuldades do caminho.

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