Publicado por: astromundoacs | março 2, 2013

FEVEREIRO: PEIXES OU A COMUNHÃO COM O COSMOS

peixes

PEIXES OU A COMUNHÃO COM O COSMOS

                                                                                                                     Antonio Carlos Scavone

A grande questão do signo de Peixes é o sentimento de fusão com o infinito. Como Peixes é um signo duplo, há dois movimentos principais: o fluxo e o refluxo onde se alternam as ondas que vem de muito longe, já que reúnem o Oceano e o Céu, e é muito difícil de separar a vaga que se retira daquela que vem. Elas se misturam no mesmo ser, muitas vezes.

O fluxo simboliza a inte­gração e ela se dá pela dis­solução material e espiri­tual e pela fecundação. E o estabelecimento do ser, por meio de Netuno, regente do signo.

O refluxo simboliza a re­núncia que se dá pelos so­frimentos materiais ou es­pirituais e pela concentra­ção que lhe protege perante a vida. É o resguardar-se do ser em si mesmo, na dé­cima segunda área do ma­pa, regida por Peixes.

Há,portanto, uma busca de fusão com o infinito cós­mico, muito clara nos as­trônomos; e uma busca de fusão com o infinito huma­no, evidente nos criadores (artistas e cientistas), nos místicos (de todos os tipos) e nos poucos políticos dedi­cados fervorosamente às causas sociais.

Essa busca produz perso­nalidades que são verda­deiros peregrinos. Uns são viajantes do céu ou aventu­reiros dos mares (cosmo­nautas, astronautas ou ma­rinheiros); outros são os viajantes da alma (místi­cos ou profetas). Alguns querem prender o infinito nos seus braços pela ciên­cia (astrônomos, fisicos, astrofísicos) enquanto que outros cantam o infinito através de beleza poética ou da abstração filosófica. Vejamos duas personali­dades piscianas que deixa­ram profundas marcas na humanidade.

EINSTEIN, O CIENTISTA.

A obra de Einstein é um verdadeiro festival pisciano do Infinito e da Eternidade.

Einstein dizia que “Um adulto normal não pára ja­mais de pensar nos proble­mas do espaço e do tem­po”. De fato, essa era a ba­se tipicamente pisciana das suas pesquisas. Este diálogo com o tempo e o es­paço é comum aos nativos de Peixes, mas, ele o levou muito longe.

Admirador da harmonia da natureza, demonstrava, em todos os seus atos, a força de Netuno, o planeta re­gente de seu signo, que pre­side a fusão de todas as partes,num grande todo cósmico. Apaixonado pela consciência que possuía da harmonia do mundo, es­quecia do seu “EU”. Como um típico sábio pisciano, dedicou toda a sua vi­da a um ideal “extrapessoal”. A concentração não deixava nenhum lugar às preocupações momentâ­neas e puramente pessoais. Esse desprendimento do Eu em benefício de uma criação abstrata útil aos outros, é uma reação pró­pria deste signo. Na reali­dade, o ser pisciano doa a sua vida e a sua obra ao ou­tro e elas fazem parte de um Todo Cósmico, o Uno.

Einstein através do seu interesse pelas leis do Uni­verso, fez nascer pouco a pouco o senso pisciano de identificação com a vida em todas as suas manifes­tações e também com as pessoas, o mundo inteiro e o céu. Sua identificação com a humanidade foi, ao mesmo tempo, o alvo e o motor mesmo de suas pesquisas.

Einstein era duplo, como todo o pisciano. Seu biógrafo Boris Kouznetsov escreveu que havia duas faces do mesmo personagem: uma absorvida nas suas re­flexões, colocando-se a questão do finito ou do infi­nito do Universo; outra, recopiando de sua própria mão o texto de seu artigo original sobre a Relativida­de para fazer publicidade com fins filantrópicos.

A necessidade interior dos Peixes, leva ao mesmo tempo, à humanidade e à compaixão. Einstein é a prova tanto de uma coisa como de outra. Humano, sua simplicidade, gentileza e espírito social lhe vale­ram inimizades: os esnobes da Universidade não lhe perdoavam a maneira amável e democrática com que tratava a todos. O sentimento de piedade é uma das fontes de gentile­za humana. A piedade pela sorte de nosso próximo é uma das manifestações do signo de Peixes e é esta que chama à simpatia. Muitas pessoas que o conheceram perguntavam, seguida­mente, o que era maior ne­le, se o seu cérebro capaz de descrever a estrutura do Universo ou se o seu cora­ção sempre pronto a reagir diante da dor humana. Era impossível dissociar o ho­mem do sábio.

Netuno, regente de Pei­xes, rege a música. Para Einstein a música era uma encarnação sonora da har­monia do mundo, assim co­mo a ciência a exprimia nas leis e na realidade físi­ca. Ele era capaz de tocar uma sonata de Mozart de uma maneira simples, pre­cisa e comovente. Sua obra cativou as ima­ginações e por volta de 1920 ele se tornou o mais renomado homem da ciência vi­vo, uma figura lendária. Recebia milhares de cartas do mundo inteiro. Fez con­ferências em vários países como Inglaterra, Suiça, América, Japão, o que não causaria nenhum espanto hoje, época do supersônico e da Internet, mas que era um feito, naquela época. Por onde chegasse era aclamado por multidões entusiastas. O sucesso e o reconhecimento estavam gravados no seu destino.

Einstein realizou uma das obras mais geniais da história humana, mas co­mo todos os nativos de seu signo, o absoluto ficou sen­do seu objetivo último.

 RAMAKRISHNA, O MÍSTICO  

O místico pisciano Ramakrishna escapa a todo esforço de síntese, devido a seus inúmeros aspectos contraditórios, ou que as­sim parecem, em função de sua rica complexidade, que ele sabia, como ninguém, unir. Tinha todos os dons. Sob um comportamento ex­terior que não variava ja­mais e era de uma extrema simplicidade, mas era mó­vel como o mar, brilhante como o fogo, puro como uma criança, mas com a experiência de um homem sem idade, já instalado na eternidade.

O sentido pisciano de infi­nito e de unidade está claro em sua caminhada religio­sa. Praticou todas as reli­giões: Hinduismo, Cristia­nismo, Islamismo e as dife­rentes seitas hindus. Des­cobriu, então, que todas se dirigiam ao mesmo Deus, à mesma Energia mas com diferentes nomes.

Vejamos algumas carac­terísticas piscianas sempre presentes na sua vida e nas suas palavras.

ÁGUA – O ELEMENTO CHAVE DOS PEIXES

Ramakrishna usou muito o mar como fonte de imagens concretas, para melhor ser compreendido. Eis um exemplo: “Não discutais sobre doutrinas e religiões. Só há uma. Todos os rios vão dar no Oceano. Ide e deixai ir os outros.”

A UNIDADE PRIMORDIAL

Ramakrishna dizia: “Deus está em tudo, Deus está em nós. A vida inteira e o Universo é o seu sonho”. Com uma grande sensibi­lidade à essência dos seres, aliada a uma faculdade de perceber facilmente os dois lados de cada coisa, ele era um mediador inato.

ÊXTASE – FUSÃO COM O INFINITO 

De todos os processos do espírito, o êxtase, sendo uma fusão imediata, direta, com o infinito, é o mais tipicamente pisciano. Todo o Peixes é, em certa medida, mais ou menos familiarizado, com o abandono de si mesmo na maré do destino. Em Ramakrishna é evidente que é realizando o samadhi (o êxtase) que ele opera melhor esta fusão com o Cosmos. Em êxtase ele passou metade de sua vida. Aos seis anos de idade teve o primeiro. Daí se multipli­caram, eram quase diários e alguns duravam horas, outros semanas, e um du­rou seis meses. No êxtase o que existe é a consciência e não há diferença entre a existência e ela. A existên­cia é consciência, consciência pura, absoluta.

O SACRIFÍCIO: DOM PISCIANO

A ausência dos limites, neste signo, entre os seres, as coisas, os mundos e as vidas, leva o pisciano à identificação com os ou­tros, ao altruísmo e ao sa­crifício. Ramakrishna era todo amor. Sua doutrina, a Bakti Yoga prega o amor sem li­mites, que leva ao sacrifí­cio pessoal absoluto. Para ele, esta era “a única rota para chegar a Deus”. O amor era o caminho do êx­tase o que equivalia ao amor do próximo, seme­lhante ao amor de Deus. Ele possuía esse dom raríssimo de se identificar com­pletamente com o outro, no plano material, mental e espiritual. O que ferisse o outro lhe feria profunda­mente, sua solidariedade englobava todos os seres vivos, animais e plantas, para tanto, a renúncia a tu- do teve um papel importantíssimo.

Como se vê, cabe a esse signo, no seu sentido mais alto, o trabalho de iluminar as trevas onde estamos, porque a noite dos Peixes é a claridade do invisível, é o dia oculto na noite, é a luz dos tempos que hão de vir.

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