Publicado por: astromundoacs | abril 29, 2012

JANEIRO: “SOBRE A ASTROLOGIA”

SOBRE A ASTROLOGIA

          A Astrologia não é uma crença. Portanto, não se trata de acreditar nela ou não. A Astrologia é um saber. Muito antigo e tem, no decorrer da história humana, fascinado os seres humanos. Por isso, ela não tem nada a ver com religião, filosofia e pasme-se, misticismo.

Isso não impediu porém, que seu uso tenha sido desviado no sentido da religião, da filosofia ou do próprio misticismo. E que, devido principalmente ao seu lado esotérico, ela tenha sido vítima de mal entendidos, preconceitos e superstições e também tenha sido combatida por aqueles que se sentiam ameaçados por ela, em seus domínios ou em sua autoridade. Disso parte, por exemplo, a condenação que algumas religiões fazem a ela, até os dias de hoje.

É interessante observar que, antes dos gregos, a Astrologia só era usada para os reis e as nações. Fazia-se o mapa do rei, para saber o que ia acontecer no reino. E as grandes preocupações eram com as colheitas, com as guerras e com acontecimentos que de alguma forma alterassem os destinos do coletivo. Tal análise era totalmente possível, devido ao fato do mundo ser mais unitário e simples. Hoje, não se poderia analisar o mapa astral, mesmo de um pequeno país, pelo mapa do seu presidente.

A Astrologia é pois uma ciência, no sentido de que ela parte de cálculos reais e concretos e bastante sofisticados. É uma ciência do tempo, pois pode pontuar ciclos pequenos, que interessam mais aos indivíduos. Ou ciclos maiores, somente possíveis às instituições centenárias, às nações, ou ao planeta, tais como as eras astrológicas. Mas é também uma arte porque exige além do saber uma intuição e um dom para que seu sistema de símbolos seja interpretado. Seu princípio básico é o mesmo que norteia toda a ciência esotérica: “Assim como é em cima, assim será embaixo.” Ou seja, o Macrocosmos se espelha no Microcosmos, onde vivemos. Por isso os antigos diziam que a Astrologia era o casamento de Uranos (céu), com Gaia (terra). E seu instrumento principal é o Mapa Astral.

O Mapa Astral mostra como estava o céu, no momento em que a pessoa nascia, em relação ao lugar físico do planeta e ao tempo cronológico de seu nascimento. É claro que esse céu é simbólico, pois ele fala de alguns planetas que no inconsciente humano estão carregados de uma simbologia, que serve e se adapta para as diferentes épocas da história humana e que, por isso se chamam arquétipos, ou seja princípios de validade permanente. Por exemplo, o Sol é o rei, e hoje continua sendo a autoridade, o presidente, o diretor. Vênus é o princípio feminino do magnetismo do amor, como a mulher se mostra atraindo o princípio masculino Marte, que é o homem. E assim por diante… Podem mudar os conceitos e os papéis desses princípios, mas suas essências se manterão para sempre.

O Mapa Astral, ao contrário do que muitas pessoas pensam, não existe para fazer previsões. Lembre-se que até o Renascimento era comum um homem ter toda a cultura do seu tempo. Antigamente, pois, o mundo era mais prevísível e a atitude das pessoas também. Acreditava-se até que a Terra era quadrada. Depois do Renascimento, a descoberta de novos continentes físicos expandiu as possibilidades humanas. No limiar deste novo milênio, o homem amplia os seus limites físicos e psíquicos, buscando novos planetas, novas possibilidades através da genética, descobrindo dimensões insuspeitadas do seu próprio físico, mente e psiquê. E vivendo um tempo mais psíquico e um espaço mais virtual. Nunca coube à Astrologia dizer ao ser humano o que vai acontecer, como muitos esperam ainda dela. Quando isso é feito, a pessoa é empurrada ou sugestionada para optar por uma das possibilidades e se fecha para as outras. Cabe a Astrologia mostrar para a pessoa o que ela vai experimentar e dar uma orientação para que ela use os seus recursos da forma mais apropriada, em cada momento de sua vida. Eis pois o grande papel que a Astrologia pode ter no mundo de hoje, o de orientar as pessoas nas decisões de suas vidas, desde um pequeno fato até uma decisão maior. Através dela, é possível saber como a pessoa vai se sentir num determinado momento, qual o instante mais adequado para tomar uma decisão, até o sentido maior de uma guinada em sua vida.

Antônio Carlos Scavone

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