Publicado por: astromundoacs | outubro 13, 2008

O KARMA EM NOSSAS VIDAS

Fonte Google site luz da serra

O KARMA EM NOSSAS VIDAS

Antônio Carlos Scavone

Karma, em sânscrito,significa ação e é na ação que melhor se expressa e através dela é que pode ser transformado. Entenda-se ação também como pensamento e palavras, além de obras. Cria-se karma, ou elimina-se, na medida em que se age ou se projeta a ação por pensamentos e palavras. No pensamento filosófico, fala-se da lei de causa e efeito ou ação e reação, a qual toda a conduta humana está sujeita.

 Há 3 tipos de Karma:

O sinchit karma:  a devedora total de uma alma; impossível ter acesso a sua totalidade;

O pralabd karma: o karma que está pronto para ser resgatado nessa vida; é o único que aparece no mapa astral;

O kriyaman karma: o karma que criamos na presente encarnação e que vai se somar ao sinchit; aparece no mapa astral da hora de nossa morte.

Nosso karma se materializa no espaço, dentro do planeta e da sociedade, basicamente em cinco níveis. A alma é magnetizada para eles, em função da sua necessidade de evolução espiritual:

Karma Planetário: a alma escolhe um planeta que tenha um nível de evolução semelhante ao seu e que possa oferecer condições para o seu resgate kármico. Ela pode ter dívidas kármicas ou não com esse planeta;

Karma Geracional: a alma escolhe uma geração (sociologicamente 30 anos em média) que tenha um karma social semelhante ao seu e que encarnará num momento histórico favorável para o resgate do mesmo;

Karma Nacional e Continental: a alma escolhe um país com o qual ela tenha alguma dívida kármica, direta ou indireta, ligada ao seu Pralabd karma e que possa oferecer condições culturais e uma base de formação, para o seu resgate kármico. O continente no qual esse país se encontra tem também um papel importante;

Karma Familiar: a alma escolhe uma família em cujo caudal exista alguma alma ou almas que tenham forte conexão psíquica com ela e que desenvolveram alguma semente que ela está agora levando adiante e cujo caudal favoreça a sua evolução espiritual;

Karma Individual: a alma traz o seu karma específico que se ajusta com perfeição aos karmas citados acima. A descida da alma é perfeita, em termos de sincronicidade. E tudo o que acontecer nos outros níveis, planeta, geração, país, família, de facilidade ou dificuldade, irá fazer parte dos instrumentos ou desafios de evolução espiritual da mesma. Assim, não há possibilidade da alma encarnar no “planeta errado”, “país errado” ou “família errada”…

A visão ocidental do karma é muito influenciada pela culpa, um forte elemento no cristianismo, e é maniqueísta, ou seja, reduzida ao bem ou ao mal. O karma seria basicamente negativo e é visto como uma pesada carga que somos obrigados a carregar.

A visão oriental vê o karma de uma forma taoísta, ou seja, faz parte de um todo. Nele, a parte está para o todo como o todo está para as partes. O bem e o mal fazem parte de uma mesma moeda. São polaridades de um mesmo eixo. O karma não é visto como uma cruz. É um grande repositório de dons e talentos e um grande potencial de atuação. Essa pode pender para o bem ou o mal. Ou como diria um ocidental, para o positivo ou o negativo. É verdade, também, que o karma positivo passa, quase sempre, despercebido.

A diferença entre as duas visões está marcada basicamente pela maneira como cada uma das culturas percebe e lida com a totalidade da vida. Para o oriental, o ideal e o real fazem parte de um todo, que se opõe e complementa. Para o ocidental, ideal e real estão separados e formam uma dualidade, tão bem ilustrada pela dialética Platão e Aristóteles. Na Astrologia do ocidente esta dialética é representada por Netuno (ideal) e Saturno (real). Isso se reflete em toda a expressão de nossa cultura, sobretudo através da forma como separamos a matéria do espírito.

Dois fatores são de extrema importância na questão kármica: o primeiro é a consciência; o segundo, o livre arbítrio.

A pessoa consciente diminui a possibilidade de reafirmar o karma negativo e sente uma facilidade maior de afirmar o seu lado positivo. A consciência acelera a queima do karma. Ela cria maiores e melhores condições de escolha e traz à superfície dons e talentos às vezes profundamente ocultos e desacreditados, sobretudo pelo próprio possuidor.

O livre arbítrio é fruto direto dessa capacidade de escolher. Através dele podemos decidir sobre a melhor direção a tomar em nossa  vida, num dado momento. Mas existe um fato incontestável: em alguns momentos da vida humana e planetária, por fatores que desconhecemos plenamente, nosso livre arbítrio é, em média, menor.

Na questão do karma precisamos entender algo muito importante: a problemática do tempo. Existem dois tipos de tempos: o cronológico e o psíquico. O primeiro é o tempo do relógio, usado em nossa vida cotidiana que marca os dias, meses e anos e é de duração limitada. O segundo é o tempo da psiquê, onde um minuto ou uma hora podem ter uma surpreendente duração, devido a intensidade com que acontecem. Todos os seres humanos, em algum momento em sua vida, experimentam essa sensação de tempo psíquico. Esse tempo nos aprofunda em outras dimensões da psiquê humana e ajuda nosso contato com elas. Essas dimensões são muito diferentes daquela na qual vivemos, que é uma dimensão mais física. Podemos perpetrar um karma durante muitas vidas, consolidá-lo num prazo bastante longo, ex. 20.000 anos, mas isso não impede que esse karma seja resgatado em poucas vidas, em poucos anos, meses, horas ou até segundos…

Quanto ao resgate, pode se dar pela graça, pelo serviço ou pela dor e sofrimento.  Mas é preciso não esquecer que não há uma correspondencia literal entre a falta e o resgate, em geral, há uma correspondência psicológica. O karma é essencialmente uma lei psicológica que funciona predominantemente nesse nível.

Precisamos cultivar uma atitude ativa, quanto ao karma e nunca uma atitude passiva. A célebre frase: “Isso é meu karma” denota um conformismo muito grande. Cabe a nós transformar essa atitude, em ação positiva.

Por fim, é preciso destacar que, nenhum ser humano está livre do karma, pelo menos até chegar a iluminação. Só há uma hipótese de encarnação sem karma: o bodisatwa. Somente um Bodhisatwa (um ser que já alcançou a iluminação) pode encarnar sem ser por karma, ele o faz por amor ao planeta, para intensificar a luz e a evolução espiritual do mesmo. Como se vê, pelo exposto a grande chave para a solução do karma é consciência.

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